As fortes chuvas que atingiram a região metropolitana de Santiago, no Chile, provocaram enxurradas, deslizamentos de lama e pedras, alagamentos e danos a residências e veículos. Diante da gravidade da situação, o governo chileno declarou a comuna de Las Condes como zona afetada por catástrofe. A medida foi adotada após a emergência registrada em 8 de outubro de 2026 e oficializada por decreto publicado pelo Ministério do Interior no dia seguinte.
O episódio provocou a mobilização de equipes de emergência, bombeiros, policiais, militares e autoridades municipais para atender moradores e desobstruir as áreas atingidas. De acordo com os balanços divulgados até 10 de outubro, pelo menos seis pessoas ficaram feridas. Veículos foram arrastados pela força da água, casas sofreram alagamentos e estabelecimentos de saúde, incluindo clínicas e hospitais, também foram afetados. Durante a emergência, houve registros de pessoas presas em automóveis e em outros locais atingidos pela enxurrada.
A situação levou o governo a adotar medidas extraordinárias para agilizar o atendimento às famílias, a retirada de escombros e a recuperação da infraestrutura. O Ministério do Interior estabeleceu mecanismos para coordenar as ações de resposta e levantamento dos prejuízos. Além disso, o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres do Chile decretou alerta vermelho para dez comunas da região metropolitana diante do risco de novos movimentos de massa. A medida abrangeu San José de Maipo, Puente Alto, Pirque, La Florida, Peñalolén, La Reina, Las Condes, Lo Barnechea, Vitacura e Colina. As aulas em estabelecimentos de ensino de Las Condes também foram suspensas na sexta-feira, 9 de outubro, para proteger estudantes e funcionários e facilitar os trabalhos de emergência.
No sábado, 10 de outubro, mais de mil voluntários participaram dos trabalhos de limpeza e desobstrução das áreas atingidas, em uma operação coordenada pela prefeitura, pelo Exército e por outras instituições. O Ministério de Obras Públicas também mobilizou máquinas pesadas para retirar lama, pedras e outros materiais acumulados nas ruas. Segundo o ministro Louis de Grange, alguns trechos apresentavam camadas de lama superiores a um metro. Entre os locais com impactos significativos na conectividade estavam San Carlos de Apoquindo e a estrada Camino a Farellones.
As autoridades também monitoraram o abastecimento de água potável e as condições das vias, enquanto as equipes trabalhavam para restabelecer a normalidade. O governo informou que a recuperação exigiria esforços contínuos durante o fim de semana e nos dias seguintes. Meteorologistas relacionaram o episódio às condições de chuva intensa registradas no centro do país e à influência do fenômeno El Niño, que pode alterar os padrões de precipitação. Apesar do avanço dos trabalhos de limpeza, a prioridade das autoridades permaneceu concentrada na segurança da população, na avaliação dos danos e na prevenção de novos deslizamentos.













