Mauro rebate Flávio Bolsonaro e diz que Mato Grosso está “muito bem cuidado”

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O candidato ao Senado e ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) rebateu a declaração do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que o grupo liderado pelo senador Wellington Fagundes (PL) pretende “recolocar Mato Grosso nos trilhos”. A declaração de Flávio foi divulgada em vídeo nas redes sociais na quinta-feira (24), durante manifestação de apoio às candidaturas de Wellington ao Governo de Mato Grosso e de José Medeiros (PL) ao Senado.

Mauro respondeu às declarações durante o ato de “arrancada” da campanha do candidato à reeleição ao Governo, Otaviano Pivetta (Republicanos), realizado na região do CPA, em Cuiabá. Segundo o ex-governador, a afirmação de Flávio não corresponde à situação atual do Estado. Mauro disse não conhecer o contexto completo em que o presidenciável fez a declaração, mas afirmou acreditar que ele tenha sido “induzido” a uma interpretação que não representa a realidade de Mato Grosso.

“Eu não sei o contexto em que ele falou isso, mas qualquer ser humano, qualquer cidadão que minimamente conheça Mato Grosso e a sua história recente, sabe que o Estado hoje está muito bem cuidado e tem robustos resultados”, afirmou Mauro. Na sequência, ao citar os investimentos em infraestrutura, declarou: “Eu desafio qualquer estado brasileiro a mostrar que fez 7 mil quilômetros de rodovia asfaltada. Então eu acho que o Flávio foi induzido. Falou isso em algum tipo de contexto que não representa a realidade de Mato Grosso.”

Flávio Bolsonaro havia gravado o vídeo para pedir apoio a Wellington Fagundes e José Medeiros. Ao apresentar os candidatos do PL, afirmou que o grupo pretendia “resgatar o nosso Brasil” e “recolocar também Mato Grosso nos trilhos”. A declaração não apresentou, no vídeo divulgado, uma relação detalhada de quais problemas da administração estadual justificariam a expressão. A reação de Mauro ocorreu no dia seguinte à divulgação da gravação.

O número de 7 mil quilômetros de rodovias pavimentadas foi usado por Mauro como uma das referências aos investimentos realizados durante sua passagem pelo Governo de Mato Grosso. Informações divulgadas pelo próprio Governo estadual apontam que Mato Grosso deve superar 7 mil quilômetros de novas rodovias pavimentadas entre 2019 e o fim de 2026. O dado, contudo, deve ser diferenciado da afirmação de Mauro sobre o resultado de sua gestão, já que a extensão total da malha pavimentada e o volume efetivamente executado em determinado período são informações distintas.

O episódio ocorre na reta final das Eleições 2026. O primeiro turno está marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro. Flávio Bolsonaro teve o registro de sua candidatura à Presidência da República aprovado pelo TSE em 2 de setembro, juntamente com Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente. Em Mato Grosso, Mauro Mendes deixou o Governo em março para disputar o Senado, e Otaviano Pivetta assumiu o comando do Estado.

Nos últimos dias, o ambiente eleitoral mato-grossense também registrou outras decisões e movimentações envolvendo a campanha de Mauro. Em 24 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso determinou a não reexibição de uma inserção de televisão da campanha do candidato ao Senado, após considerar que informações sobre pesquisas eleitorais não estavam apresentadas com a legibilidade exigida pela legislação. A decisão trata de propaganda eleitoral e não altera o conteúdo do episódio envolvendo as declarações de Flávio e a resposta de Mauro.

Com a proximidade do primeiro turno, a troca de declarações passou a integrar a disputa política sobre o legado da atual administração estadual e sobre a proposta apresentada pelos grupos que concorrem ao Governo de Mato Grosso. Mauro defende os resultados de sua gestão ao lado de Pivetta, enquanto Flávio manifestou apoio à candidatura de Wellington Fagundes, que utiliza em sua campanha críticas à administração anterior. As declarações, portanto, permanecem inseridas no contexto da disputa eleitoral de 2026 e devem ser atribuídas aos respectivos candidatos.

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