Um cavalo testou positivo para raiva em uma propriedade rural de Rondonópolis, a cerca de cinco quilômetros da região da Gleba Rio Vermelho, em Mato Grosso. O caso foi confirmado e levou equipes do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) a iniciar ações de vigilância e orientação nas propriedades localizadas nas proximidades do foco.
Ao todo, 139 propriedades rurais situadas em um raio de cinco quilômetros serão notificadas. A orientação aos produtores é para que reforcem a vacinação dos animais e adotem medidas de proteção contra a doença. As equipes do Indea estão percorrendo as propriedades da área para orientar os responsáveis e acompanhar a situação sanitária.
A raiva dos herbívoros é uma doença causada por vírus que atinge o sistema nervoso central dos mamíferos. De acordo com o Indea-MT, o principal transmissor da doença entre os herbívoros em Mato Grosso é o morcego hematófago Desmodus rotundus, que elimina o vírus pela saliva durante a alimentação. Bovinos, equinos e outros mamíferos podem ser infectados.
Entre os sinais que podem indicar a presença da doença estão alteração de comportamento, isolamento do rebanho, andar cambaleante, dificuldade para engolir, salivação, paralisia dos membros traseiros e dificuldade para se levantar. O Indea orienta que o produtor não tenha contato direto com animais que apresentem sinais suspeitos e jamais tente colocar a mão na boca de um animal com dificuldade para engolir.
A vacinação é uma das principais medidas de prevenção. Segundo o Indea-MT, animais vacinados pela primeira vez devem receber uma segunda dose 30 dias depois e, posteriormente, a vacinação deve ser realizada anualmente. O órgão também orienta os produtores a comunicar imediatamente casos de mordedura por morcegos, presença de abrigos desses animais ou sinais de doença nervosa.
Além do risco para os rebanhos, a raiva é uma zoonose de elevada importância para a saúde pública. O Ministério da Agricultura e Pecuária estabelece que suspeitas e ocorrências de raiva em herbívoros devem ser comunicadas ao Serviço Veterinário Oficial. A investigação de casos suspeitos deve ser realizada pelo serviço oficial, com coleta de material para diagnóstico laboratorial quando necessário.
O Ministério da Agricultura informa ainda que a confirmação laboratorial pode ocorrer por diferentes métodos reconhecidos pelo Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros, entre eles a imunofluorescência direta, a reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) e o isolamento viral. A confirmação do caso em Rondonópolis, portanto, desencadeou as medidas de vigilância na área definida pelas autoridades sanitárias.














