Uma discussão envolvendo um casal, uma suposta amante e a proprietária de uma loja de artigos femininos terminou na Delegacia de Polícia Civil de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira, 31 de agosto de 2026, depois que uma mulher descobriu no extrato bancário do marido uma compra realizada por meio de Pix em um estabelecimento da cidade.
Segundo as informações divulgadas pelo Jornal Folha do Progresso, o homem teria ido à loja, realizado uma compra e efetuado o pagamento pelo sistema de transferência instantânea. No dia seguinte, a esposa teria acessado o celular do marido e consultado o extrato bancário, quando encontrou a transação que não reconhecia e decidiu procurar o estabelecimento para saber o que havia sido comprado.
A mulher teria ido até a loja acompanhada de outra pessoa e questionado a proprietária sobre a compra. De acordo com o relato divulgado, ela queria descobrir qual produto havia sido adquirido e para quem o presente seria destinado, levantando a suspeita de que o marido estaria comprando algo para uma possível amante.
A proprietária, porém, informou que não poderia fornecer essas informações. Segundo o relato apresentado sobre o caso, ela explicou que o cliente havia realizado a compra e o pagamento normalmente e que o estabelecimento deveria preservar a privacidade dos consumidores, não podendo revelar dados sobre compras ou clientes a terceiros.
A negativa teria provocado uma discussão dentro do estabelecimento. Conforme o relato da proprietária, a situação se agravou e ela teria sido xingada, ofendida e ameaçada durante o episódio. Também foram relatadas ameaças de provocar danos à loja, incluindo a possibilidade de atear fogo no estabelecimento.
Diante da confusão, a Polícia foi acionada. Os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Novo Progresso, onde a ocorrência foi registrada para os procedimentos cabíveis e posterior apuração das circunstâncias.
Após o episódio, a proprietária publicou uma manifestação nas redes sociais para apresentar sua versão sobre o ocorrido. Ela afirmou que estava trabalhando e que não poderia ser responsabilizada por problemas relacionados à vida conjugal dos clientes ou pelas decisões pessoais tomadas pelo marido da mulher que esteve no estabelecimento.
“Quero deixar uma coisa muito clara: eu estava trabalhando. Não tenho responsabilidade pela vida conjugal ou pelas decisões de qualquer pessoa”, declarou a proprietária na publicação divulgada pelo Jornal Folha do Progresso.
A empresária também afirmou que sua função era atender os clientes e preservar as informações relacionadas às compras realizadas na loja. Segundo ela, eventual problema existente no relacionamento do casal deveria ser resolvido entre as pessoas envolvidas, sem que o estabelecimento fosse colocado no centro da situação.












