Ana Leite Caminho, de 78 anos, morreu após ser atingida por um disparo de espingarda na tarde de segunda-feira, 31 de agosto de 2026, em uma propriedade rural na região da Cacimba, no distrito de Horizonte do Oeste, em Cáceres, a cerca de 220 quilômetros de Cuiabá. O tiro foi efetuado pelo marido da vítima, que foi detido após o ocorrido. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.
Segundo o relato apresentado pelo homem às autoridades, Ana teria visto um teiú comendo ovos no galinheiro da propriedade e pedido que ele eliminasse o animal. O marido afirmou que pegou uma espingarda calibre 28 e fez um disparo ainda de dentro da residência. Conforme a versão apresentada por ele, a mulher passou em frente à porta no momento do tiro, entrou na linha de disparo e acabou atingida.
Depois do disparo, o homem teria telefonado para um vizinho para pedir ajuda. Ana foi colocada em uma Fiat Strada de cor cinza e levada em direção ao Hospital Regional de Cáceres. Durante o trajeto, os dois encontraram uma ambulância, que assumiu o atendimento da vítima. Os veículos seguiram para a unidade hospitalar, acompanhados por uma equipe da Polícia Rodoviária Federal.
No hospital, os policiais ouviram o marido da vítima. Apesar da tentativa de socorro, Ana não resistiu aos ferimentos e morreu. Diante do relato apresentado pelo homem, ele foi detido e encaminhado para os procedimentos policiais. O celular dele também foi apreendido para auxiliar na investigação.
Após a morte, equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica foram até a propriedade onde ocorreu o disparo. No imóvel, os policiais encontraram uma espingarda calibre 28 escondida atrás do sofá da sala. A arma estava acompanhada de uma munição deflagrada e, segundo a ocorrência, seria o armamento utilizado no tiro que atingiu a idosa.
Outra espingarda, de calibre 22, foi localizada no quarto do casal. No mesmo local, foram encontradas 33 munições calibre 22 e outras 15 munições calibre 28 intactas. O material foi apreendido e deverá passar por análise durante a investigação para esclarecer as circunstâncias do disparo.
O caso ocorreu por volta das 14h de segunda-feira e mobilizou equipes da PRF durante o deslocamento da vítima para o hospital. A ambulância seguia pela BR-070 em alta velocidade, com os sinais sonoro e luminoso acionados, enquanto era acompanhada pela Fiat Strada que transportava familiares e envolvidos na ocorrência.
De acordo com os relatos registrados até o momento, o marido sustenta que o disparo foi acidental e que seu objetivo era atingir o teiú que estaria próximo ao galinheiro. A Polícia Civil, no entanto, ainda precisa esclarecer a dinâmica do tiro, as circunstâncias em que a arma foi disparada e todos os elementos que levaram à morte de Ana.
A versão de disparo acidental ainda não representa uma conclusão da investigação. O registro inicial do caso foi feito como morte a esclarecer, e os investigadores deverão considerar os depoimentos, os vestígios encontrados na propriedade, os exames periciais e demais elementos que possam ajudar a determinar exatamente o que aconteceu.
O marido foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Cáceres e permanece à disposição da Justiça. A investigação deverá apontar, a partir das provas reunidas, se o disparo ocorreu conforme o relato apresentado pelo homem ou se existem outras circunstâncias relacionadas à morte da idosa.
A perícia no local deverá ter papel importante na reconstrução da ocorrência, especialmente diante da localização da arma e da munição deflagrada. O










