PIB cresce 0,5% no segundo trimestre, mas consumo das famílias recua

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 1º de setembro. O resultado mantém a economia brasileira em trajetória de expansão, mas representa uma desaceleração diante da alta de 1,1% registrada no primeiro trimestre.

Pela ótica da produção, a agropecuária foi o principal destaque entre abril e junho, com crescimento de 2,8%. Os serviços avançaram 0,2%, enquanto a indústria teve alta de 0,1%. O resultado ocorreu mesmo com a queda de 0,4% no consumo das famílias, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo, que representa os investimentos, cresceu 1,2%. O consumo do governo também avançou, com alta de 0,4%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,0%. Nesse intervalo, a agropecuária teve expansão de 6,8%, a indústria avançou 1,5% e os serviços cresceram 1,5%. Entre os setores industriais, as indústrias extrativas tiveram alta de 12%, impulsionadas principalmente pelo aumento da extração de petróleo e gás. A construção cresceu 1%, enquanto as indústrias de transformação recuaram 0,9%.

O desempenho do campo foi favorecido principalmente pelas safras de soja e café. Segundo o IBGE, a produção de soja teve ganho de produtividade de 5,3%, enquanto o café avançou 15,1%. Esses resultados compensaram retrações em culturas como arroz, que caiu 11,3%, e algodão, com queda de 6,7%. O milho apresentou estabilidade na comparação com o mesmo período de 2025.

No setor de serviços, o crescimento anual foi sustentado por todas as principais atividades. Informação e comunicação teve alta de 8,4%, seguida por atividades imobiliárias, com 2,2%, transporte, armazenagem e correio, com 1,2%, e outras atividades de serviços, com 1,1%. O comércio cresceu 0,9%, enquanto administração pública, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social avançaram 0,9%.

O resultado acumulado também mostra que a economia continua crescendo, embora em ritmo mais moderado. No primeiro semestre de 2026, o PIB avançou 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025, com altas de 3,6% na agropecuária, 1,6% na indústria e 1,8% nos serviços. Considerando os quatro trimestres encerrados em junho, a expansão também foi de 1,9%.

Em valores, o PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026. Desse montante, R$ 2,9 trilhões correspondem ao valor adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões

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