PF prende dois e mira esquema de ouro ilegal entre MT e SP

A wildcat gold miner, or garimpeiro, uses a basin and mercury to pan for gold at a wildcat gold mine, also known as a garimpo, at a deforested area of the Amazon rainforest near Crepurizao, in the municipality of Itaituba, Para State, Brazil, August 5, 2017. REUTERS/Nacho Doce - RC1A8329CB40

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação Arcanjo para desarticular um grupo investigado pela aquisição e comercialização de ouro de origem ilícita entre Mato Grosso e São Paulo. A investigação aponta que aproximadamente 17,3 quilos de ouro foram negociados pelo grupo, que também teria movimentado mais de R$ 5,2 milhões em recursos relacionados às operações.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens judiciais são executadas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, além de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Os empresários José Roberto Ribeiro e Geraldo Henrique Costa Neto foram identificados como os dois alvos dos mandados de prisão cumpridos em Cuiabá.

Segundo a investigação, o grupo atuava em diferentes etapas da cadeia, incluindo aquisição, circulação, comercialização e ocultação de recursos provenientes do ouro. A análise das movimentações financeiras identificou uma estrutura formada por fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores do minério.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema começava na região de Poconé, em Mato Grosso, de onde o ouro seguia para São José do Rio Preto. Na cidade paulista, o minério seria recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para custódia e comercialização. Os investigadores também identificaram mecanismos que teriam sido utilizados para ocultar e dissimular os valores movimentados.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também localizaram joias de ouro que, segundo as informações divulgadas sobre a operação, seriam produzidas pelo grupo. A matéria-prima teria origem irregular e seria transportada de Mato Grosso para São Paulo. A PF ainda apura a participação individual dos investigados e não divulgou todos os detalhes das apreensões.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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