Mendonça deve manter caso Lulinha no STF após pedido da PGR

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para enviar à primeira instância as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi publicada em 26 de agosto de 2026 e, até esta quinta-feira (27), a tendência de permanência do caso no Supremo continua sendo apontada por diferentes veículos, embora Mendonça ainda não tenha formalizado a decisão. 

A PGR, comandada pelo procurador-geral Paulo Gonet, havia solicitado em 20 de agosto que os inquéritos fossem encaminhados à primeira instância. O argumento apresentado é de que não existem, entre os investigados, autoridades com foro por prerrogativa de função que justifiquem a tramitação das apurações no STF. O pedido foi encaminhado a Mendonça, que é o relator das investigações. 

Segundo apurações divulgadas nos últimos dias, o gabinete de Mendonça considera que as investigações devem permanecer no Supremo porque elementos reunidos pela Polícia Federal fazem referência a pessoas que possuem foro privilegiado. Outro argumento considerado é o entendimento de que um inquérito desmembrado de uma investigação que tramita no STF pode permanecer na Corte quando houver conexão com autoridade detentora de foro. A decisão, porém, ainda não havia sido anunciada oficialmente até 27 de agosto. 

As investigações contra Lulinha foram abertas em julho por determinação de Mendonça. Uma das frentes apura suspeitas de que ele teria sido acionado para facilitar negócios relacionados à venda de produtos à base de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde. A Polícia Federal também investiga uma segunda frente, relacionada à possível atuação em favor de uma empresa de tecnologia junto à Dataprev. Lulinha nega irregularidades, e empresas e pessoas citadas nas apurações também contestam as suspeitas. 

Informações divulgadas pela imprensa apontam que a Polícia Federal investiga mensagens atribuídas à lobista Roberta Luchsinger, que teria solicitado a intervenção de Lulinha em negociações envolvendo o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As tratativas citadas incluíam produtos à base de canabidiol e kits para testes de dengue, mas, segundo as informações divulgadas, nenhum contrato foi firmado. A defesa de Lulinha nega envolvimento nas negociações. 

Assim, a informação publicada originalmente pelo O Interior é verdadeira quanto à expectativa de que André Mendonça rejeite o pedido da PGR, mas ainda não deve ser apresentada como uma decisão já tomada pelo ministro. Até o momento, o cenário é de resistência à transferência do caso para a primeira instância e de provável manutenção das investigações no STF. 

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