A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Representante Ilegal para desarticular uma organização criminosa suspeita de inserir dados falsos nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o objetivo de obter benefícios previdenciários de maneira fraudulenta. A investigação identificou, até o momento, 97 benefícios fraudados, que resultaram em pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões. Caso os pagamentos continuassem sem a descoberta do esquema, o prejuízo estimado poderia chegar a cerca de R$ 99 milhões.
A operação foi realizada em Salvador, na Bahia, onde os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As medidas foram determinadas pela Justiça no curso da investigação, que teve início aproximadamente quatro meses atrás, depois que movimentações consideradas suspeitas foram identificadas nos sistemas do INSS em uma das agências da Previdência Social na capital baiana.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, o esquema utilizava a inserção de informações falsas nos sistemas previdenciários para viabilizar a concessão irregular dos benefícios. A investigação é conduzida em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social, que participou da identificação das movimentações consideradas incompatíveis com os procedimentos regulares.
O caso ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou outra operação contra fraudes envolvendo benefícios do INSS, mas em uma investigação diferente. Na Operação Leste do Espinhaço, realizada em Minas Gerais e no Espírito Santo, os investigadores identificaram 457 benefícios fraudulentos, dos quais 240 ainda estavam ativos. Nesse outro caso, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em mais de R$ 86 milhões e a suspensão dos pagamentos deverá representar economia superior a R$ 35 milhões.
Na Bahia, a apuração da Operação Representante Ilegal continua. Até o momento, os dados divulgados apontam 97 benefícios fraudados, cerca de R$ 3,5 milhões efetivamente pagos e um prejuízo potencial de aproximadamente R$ 99 milhões que foi evitado pela descoberta do esquema. Não há, até esta atualização, confirmação pública de novos números ou de novas fases da operação.













