Safra recorde de soja em MT equivaleria a 1 milhão de cargas em simulação

Mato Grosso encerrou a safra 2025/26 de soja com a maior produção de sua história, alcançando 51,6 milhões de toneladas e mantendo a liderança nacional na produção da oleaginosa. O volume é confirmado pelo 11º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 13 de agosto de 2026. Segundo a estatal, o Estado segue como principal produtor brasileiro de soja, enquanto a produção nacional chegou a aproximadamente 180,5 milhões de toneladas.

A dimensão dessa produção foi transformada em uma comparação logística pelo professor de Engenharia Agrícola Maicon Marinho Vieira Araújo, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Conforme o cálculo divulgado em 20 de agosto, se as 51,6 milhões de toneladas fossem transportadas em caminhões com capacidade de até 50 toneladas, seriam necessárias pouco mais de 1 milhão de viagens. A conta considera 1,032 milhão de cargas para transportar todo o volume produzido. 

O professor também estimou a extensão que essa quantidade de veículos ocuparia caso fossem colocados em uma única fila. Considerando caminhões com até 30 metros de comprimento, a sequência alcançaria aproximadamente 31 mil quilômetros. Como referência, foi utilizada a distância de cerca de 4.394 quilômetros entre o extremo norte e o extremo sul do Brasil. A comparação resulta em aproximadamente sete travessias do país de uma ponta à outra. 

O resultado agrícola confirma a força de Mato Grosso no setor. Dados da Conab mostram que a produção estadual de soja passou de 51,3 milhões de toneladas na safra 2024/25 para 51,6 milhões na temporada 2025/26, crescimento de 0,6%. A área cultivada também avançou, chegando a aproximadamente 13 milhões de hectares. 

Com a safra recorde, o desafio deixa de ser apenas produzir e passa também pela capacidade de armazenagem, transporte e escoamento. A própria Conab projeta, para o Brasil, exportações de aproximadamente 116,24 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, enquanto o esmagamento deve ficar em torno de 62,13 milhões de toneladas. Os números ajudam a dimensionar a importância da infraestrutura logística para absorver a produção brasileira. 

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