Mato Grosso tem 2ª menor taxa de desemprego do Brasil

Mato Grosso encerrou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desocupação de 2,2%, a segunda menor entre as 27 unidades da Federação, segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE em 14 de agosto. O resultado coloca o Estado apenas atrás de Santa Catarina, que apresentou índice de 2,1%. Na sequência aparecem Espírito Santo, com 2,3%, Rondônia, com 2,6%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%. 

A queda foi expressiva em relação aos primeiros três meses do ano. No primeiro trimestre, a taxa mato-grossense estava em 3,1%, o que significa uma redução de 0,9 ponto percentual entre janeiro e março e o período seguinte. Mato Grosso esteve entre as 13 unidades da Federação que registraram redução estatisticamente significativa da desocupação no segundo trimestre. 

Em números absolutos, aproximadamente 46 mil pessoas estavam desocupadas no Estado entre abril e junho. O contingente representa uma redução de 17 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, equivalente a uma queda de 27,2%. Ao mesmo tempo, Mato Grosso tinha cerca de 3,08 milhões de pessoas em idade de trabalhar, das quais aproximadamente 2,07 milhões estavam ocupadas. 

O desempenho estadual ficou bem abaixo da média brasileira, que foi de 5,4% no segundo trimestre, ante 6,1% nos três primeiros meses de 2026. No país, o número de pessoas desocupadas ficou em aproximadamente 5,86 milhões. A menor taxa foi registrada em Santa Catarina, com 2,1%, enquanto os maiores índices apareceram no Amapá, com 9,8%, Bahia, com 9,1%, Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%. 

Outro indicador reforça a dimensão do mercado de trabalho mato-grossense. A taxa de ocupação chegou a 67,3% no segundo trimestre, a maior do Brasil, com crescimento de 1,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 4.137, contra R$ 4.021 no trimestre anterior e R$ 3.759 um ano antes, representando alta anual de 10,1%. 

Apesar dos números positivos, a informalidade continua sendo um componente relevante do mercado de trabalho estadual. A taxa ficou em 34,1% no segundo trimestre, correspondente a cerca de 708 mil trabalhadores informais. Ainda assim, Mato Grosso apresentou a sétima menor taxa de informalidade entre as unidades da Federação. 

Os dados mais recentes, portanto, mostram um mercado de trabalho mato-grossense em situação favorável no segundo trimestre de 2026, combinando desemprego de 2,2%, elevada taxa de ocupação e crescimento da renda média. O resultado, porém, deve ser analisado junto aos indicadores de informalidade e de participação no mercado de trabalho, para que a redução do desemprego não seja interpretada isoladamente como retrato de todas as condições de trabalho no Estado.

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