Pix movimenta R$ 36,9 bilhões em MT e cresce 15,98% em um ano

O Pix movimentou R$ 36,92 bilhões em Mato Grosso em julho de 2026, segundo dados do Banco Central analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT). O resultado representa crescimento de 15,98% em relação a julho de 2025, quando as transações somaram R$ 31,83 bilhões. Em valores absolutos, foram R$ 5,08 bilhões a mais movimentados pelo sistema em apenas um ano. 

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Pix movimentou R$ 233,46 bilhões no Estado, o que corresponde a uma média de R$ 33,35 bilhões por mês. Os números reforçam a presença do sistema de pagamentos instantâneos na rotina de consumidores, empresas e demais agentes econômicos de Mato Grosso. A utilização vem se mantendo em patamar elevado ao longo do ano, com volumes superiores a R$ 35 bilhões mensais entre abril e julho. 

O maior volume mensal registrado até julho ocorreu em abril, quando as transações chegaram a R$ 37,81 bilhões, uma alta de 19,02% em relação a março. Em fevereiro houve retração, comportamento relacionado na análise à sazonalidade do início do ano. O histórico também mostra forte utilização do sistema no fim de 2025: em dezembro, foram R$ 37,16 bilhões movimentados em Mato Grosso, alta de 26,65% sobre novembro, período marcado pelo pagamento do 13º salário e pelas vendas de fim de ano. 

Para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, o avanço demonstra a transformação dos hábitos de consumo e das relações comerciais. “O crescimento da movimentação do Pix mostra como a digitalização já faz parte da rotina da economia da população”, afirmou. Segundo ele, a maior agilidade nos pagamentos também favorece o comércio e o setor de serviços. 

O economista Mauricio Munhoz, por outro lado, chama atenção para a interpretação do crescimento. Segundo ele, a alta de 15,98% não deve ser considerada isoladamente como uma expansão equivalente do consumo ou da atividade econômica, porque parte das operações feitas pelo Pix substituiu pagamentos que anteriormente eram realizados por dinheiro, cartões ou TED. A popularização dos celulares, a facilidade de uso e a adoção do sistema pelos estabelecimentos comerciais também ajudam a explicar o avanço. 

Com o resultado de julho, o Pix consolida sua presença na movimentação financeira de Mato Grosso. Os R$ 233,46 bilhões registrados nos primeiros sete meses de 2026 mostram a dimensão alcançada pelo sistema no Estado, enquanto o crescimento anual de quase 16% evidencia que sua utilização continua avançando, ainda que os números precisem ser analisados em conjunto com outros indicadores para medir o comportamento efetivo da economia.

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