A carne bovina produzida em Mato Grosso ampliou sua presença no mercado internacional no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os frigoríficos do Estado exportaram a proteína para 88 países e movimentaram US$ 2,4 bilhões, com preço médio de aproximadamente US$ 6,1 mil por tonelada. O resultado representa avanço tanto no número de mercados atendidos quanto no valor obtido com as vendas externas.
Na comparação com o mesmo período de 2025, Mato Grosso ganhou 11 novos mercados para a carne bovina. No primeiro semestre do ano passado, a proteína havia sido comercializada para 77 países, com receita de US$ 1,47 bilhão e preço médio de US$ 5,1 mil por tonelada. Assim, além da expansão dos destinos, houve aumento expressivo do valor médio recebido pela tonelada exportada.
A China permaneceu como principal compradora da carne bovina mato-grossense, com 282,4 mil toneladas adquiridas nos seis primeiros meses do ano. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 41 mil toneladas, enquanto o Chile ocupa o terceiro lugar, com 31 mil toneladas. Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos também integram a lista dos dez maiores destinos.
A produção estadual também alcançou mercados de menor volume, entre eles Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia. A maior parte da carne destinada ao exterior foi escoada pelos portos de Paranaguá, no Paraná, e Santos, em São Paulo, que funcionam como importantes corredores logísticos para a produção mato-grossense.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a ampliação dos destinos é estratégica para a cadeia produtiva. A diversificação dos compradores reduz a dependência de poucos mercados e pode diminuir os impactos de eventuais oscilações econômicas, além de abrir espaço para mercados e nichos capazes de remunerar melhor a qualidade da carne.












