Cuba voltou a enfrentar um apagão de grandes proporções após o colapso de sua rede elétrica nacional na noite de domingo (2 de agosto de 2026). A falha deixou praticamente toda a ilha sem energia, afetando cerca de 10 milhões de habitantes. A estatal Unión Eléctrica (UNE) confirmou o colapso do sistema, mas, até a atualização mais recente, não havia informado as causas da interrupção nem apresentado uma previsão para o restabelecimento completo do fornecimento de eletricidade.
O novo apagão ocorre em meio a uma grave crise energética que atinge o país há meses. A escassez de combustível, aliada ao envelhecimento da infraestrutura elétrica, tem provocado sucessivas interrupções no fornecimento de energia. A situação se agravou após a redução das importações de petróleo, afetando o funcionamento das usinas termelétricas e comprometendo a estabilidade do sistema elétrico cubano.
O apagão registrado neste domingo foi o quarto colapso nacional da rede elétrica em poucas semanas, reforçando o cenário de instabilidade enfrentado pelo governo cubano. Diante das dificuldades para garantir o abastecimento de combustível, Havana passou a adotar medidas para flexibilizar o setor de energia, autorizando iniciativas privadas e parcerias com investidores estrangeiros para ampliar a importação e a distribuição de combustíveis no país.
Enquanto equipes técnicas trabalham para restabelecer o fornecimento de energia, a população enfrenta novos transtornos, com impactos em serviços essenciais, transporte, abastecimento de água e comunicações. As autoridades cubanas ainda não divulgaram um cronograma oficial para a normalização do sistema elétrico, e a recorrência dos apagões mantém a crise energética como um dos principais desafios enfrentados pelo país em 2026.












