Ex-PM é morto por policial ao tentar atacar empresário em marmoraria de Sinop

Um ex-policial militar morreu após ser baleado por um policial militar que fazia a segurança de um empresário em uma marmoraria localizada no bairro Jardim Terra Rica, em Sinop, no norte de Mato Grosso. Segundo as informações preliminares das autoridades, o ex-PM Enilton Costa teria ido até o estabelecimento armado com a intenção de executar o proprietário do local, mas acabou atingido pelos disparos efetuados pelo militar que estava no imóvel.

O caso ocorreu na manhã de quarta-feira (8), quando Enilton teria chegado à empresa e iniciado uma ameaça contra o empresário. De acordo com a investigação inicial, o proprietário vinha sofrendo ameaças e havia pedido apoio de um amigo policial militar para permanecer no local e auxiliar na segurança. Ao perceber a chegada do ex-militar armado, o policial teria reagido e efetuado os disparos.

Durante os trabalhos de perícia, foram encontradas cápsulas de fuzil dentro do escritório da marmoraria. Os peritos também localizaram uma arma de fogo próxima ao corpo do ex-PM, que seria utilizada por ele no momento da ocorrência. As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento devem ser analisadas para esclarecer a dinâmica completa do confronto.

Segundo a Polícia Militar, Enilton Costa havia sido excluído da corporação e, conforme informações preliminares repassadas pelas autoridades, era investigado por envolvimento com atividades criminosas. A polícia informou que ele teria ligação com uma facção criminosa e atuaria como cobrador do grupo, mas essas informações ainda fazem parte da apuração.

O policial militar responsável pelos disparos se apresentou à Polícia Civil e ficou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A defesa informou que ele agiu em defesa de terceiro, enquanto a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar todas as circunstâncias do caso e verificar se a reação ocorreu dentro dos parâmetros da legítima defesa.

As investigações seguem em andamento, com análise de depoimentos, imagens de segurança e provas coletadas no local. As autoridades destacam que as informações divulgadas até o momento são preliminares e que a conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos dependerá do avanço da apuração.

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