A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi anunciada como primeira suplente na chapa do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. A definição ocorre em meio à repercussão da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, que tem Canella entre os principais alvos da investigação.
Segundo a Polícia Federal, a operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para ocultar recursos de origem criminosa. Além de Márcio Canella, a ação também teve como alvo o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim. A investigação busca esclarecer a movimentação financeira ligada ao grupo investigado e o possível uso de empresas para mascarar a origem dos valores.
A escolha de Rogéria Bolsonaro para ocupar a primeira suplência foi resultado de um acordo político entre lideranças do PL e do União Brasil no estado. Ex-vereadora do Rio de Janeiro e filiada ao PL, ela passa a integrar a chapa encabeçada por Canella na disputa por uma vaga no Senado Federal, ampliando a aproximação entre os dois grupos políticos para as eleições de 2026.
Apesar da operação da Polícia Federal atingir o candidato ao Senado, Rogéria Bolsonaro não é investigada no caso. Até o momento, nem ela nem Flávio Bolsonaro se manifestaram publicamente sobre a inclusão da ex-vereadora na chapa ou sobre a investigação envolvendo Márcio Canella. A apuração da PF segue em andamento e ainda não há denúncia formal apresentada contra os investigados.












