Motorista bate em muro, recusa bafômetro e é levada ao PAM em Alta Floresta

Uma mulher de 52 anos perdeu o controle do veículo que conduzia, tombou lateralmente e colidiu contra um muro em via pública no final da tarde de sábado (4). O caso, atendido pelo 8º Batalhão de Polícia Militar (9º CR), foi registrado como acidente de trânsito com danos materiais, mas chamou atenção pelas condições da condutora.

De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição da GUPM foi acionada por volta das 17h56. No local, os policiais encontraram o veículo tombado. A condutora relatou que perdeu o controle da direção. Durante o atendimento, a equipe observou claros sinais de alteração da capacidade psicomotora: odor etílico, fala excessiva e comportamento disperso. Questionada, ela admitiu ter ingerido cerveja antes de assumir a direção.

Oferecido o teste do etilômetro, a mulher recusou-se a realizá-lo. Diante dos fatos, os policiais confeccionaram o Auto de Constatação de Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora. Enquanto o Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito (BOAT) era elaborado, a condutora passou mal e precisou ser conduzida pela própria guarnição ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Alta Floresta, onde permaneceu sob cuidados médicos. O documento foi encaminhado à Delegacia Municipal de Polícia Civil para as providências cabíveis.

O caso configura infrações graves previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente a recusa ao teste de alcoolemia (art. 165-A), equiparada à embriaguez ao volante, com multa prevista em torno de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e sete pontos na CNH. A direção sem CNH ou permissão para dirigir também foi registrada. Dependendo do desdobramento na Polícia Civil, pode haver enquadramento penal (art. 306 do CTB).

Acidentes com suspeita de embriaguez são recorrentes em Alta Floresta e região norte de Mato Grosso, especialmente nos fins de semana. Casos semelhantes recentes envolvem tombamentos e prisões por recusa ao bafômetro, reforçando a atuação ostensiva da PM na aplicação da Lei Seca. Não há, até o momento, informações públicas sobre a identificação nominal da condutora ou atualizações sobre seu estado de saúde ou andamento do inquérito policial.

A ocorrência segue em análise na Delegacia de Alta Floresta.

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