O ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, foi expulso do quadro de sócios do clube nesta segunda-feira (1º), em decisão tomada pelo Conselho Deliberativo durante reunião realizada no Parque São Jorge. A votação terminou com ampla maioria favorável à punição: 147 conselheiros votaram pela expulsão, enquanto cinco foram contrários e quatro se abstiveram.
A medida ocorre poucos dias após a expulsão de Andrés Sanchez e representa mais um capítulo da crise política que tomou conta do clube nos últimos anos. O julgamento teve como base os acontecimentos de 31 de maio de 2025, quando Augusto Melo e aliados participaram de uma ação para tentar retomar o comando do Corinthians. Na ocasião, houve a invasão do andar da presidência no Parque São Jorge, em um movimento que buscava reverter seu afastamento da direção do clube.
Segundo o Conselho Deliberativo, também foram analisadas as condutas de outros envolvidos no episódio, entre eles Maria Angela Ocampos, primeira-secretária do Conselho, além de integrantes da Comissão de Ética. Durante a ação de maio de 2025, Maria Angela chegou a se declarar presidente do Conselho Deliberativo e anunciou o retorno de Augusto Melo à presidência, decisão que não foi reconhecida pelas autoridades internas do clube.
Antes da votação, a defesa de Augusto Melo tentou suspender o julgamento na Justiça, alegando supostas irregularidades no processo disciplinar, como falta de intimação adequada e questionamentos sobre a condução do procedimento. Apesar da tentativa, a sessão foi mantida e os conselheiros seguiram com a deliberação que resultou na expulsão do ex-dirigente do quadro associativo corintiano.
Do lado de fora do Parque São Jorge, torcedores comuns e membros de organizadas acompanharam a reunião e realizaram protestos contra Augusto Melo. A Gaviões da Fiel mobilizou torcedores para pressionar os conselheiros e manifestar apoio à punição do ex-presidente. Com a decisão, Augusto perde imediatamente os direitos como associado do Corinthians, aprofundando seu afastamento da vida política do clube após o impeachment que o retirou definitivamente da presidência em 2025.













