Leite, gás e energia puxam inflação e pressionam bolso dos brasileiros

A prévia da inflação oficial do país subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de o índice ter desacelerado em relação a abril, quando havia registrado alta de 0,89%, itens essenciais do dia a dia continuaram pressionando o orçamento das famílias brasileiras, especialmente alimentos, energia elétrica e gás de cozinha.

Entre os principais responsáveis pela alta estão a energia elétrica residencial, que teve aumento de 2,16%, e o leite longa vida, que subiu 6,07% no período. O gás de botijão também apareceu entre os itens com maior impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), além de carnes, produtos farmacêuticos e itens de higiene pessoal. Segundo o IBGE, os grupos Alimentação e Bebidas, com avanço de 1,38%, e Habitação, com alta de 1,03%, lideraram as pressões inflacionárias em maio.

No acumulado do ano, o IPCA-15 já registra alta de 3,02%. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,64%, acima dos 4,37% observados no período anterior e próxima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. O resultado reacendeu preocupações no mercado financeiro sobre a dificuldade de controle dos preços nos próximos meses, mesmo com a desaceleração registrada em maio.

Apesar da pressão causada pelos alimentos e pelas contas de energia, alguns itens ajudaram a evitar uma alta ainda maior da inflação. Os combustíveis registraram queda no período, principalmente gasolina e etanol, enquanto produtos como café moído e óleo diesel também apresentaram recuo. Ainda assim, especialistas avaliam que o custo de produtos básicos segue afetando diretamente o consumo das famílias, sobretudo entre as camadas de menor renda.

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