Operação apura repasse de R$ 6,2 milhões a instituto em MT

A Operação Emenda Oculta colocou no centro das investigações o Instituto Social Mato-grossense (Ismat), entidade que recebeu ao menos R$ 6,2 milhões em emendas parlamentares durante o ano de 2025. O caso envolve deputados estaduais e ganhou repercussão após a deflagração da operação conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso.

Segundo levantamento divulgado pelo Diário de Cuiabá e pelo portal Hipernotícias, os deputados estaduais Elizeu Nascimento, Gilberto Cattani, Dr. Eugênio e Diego Guimarães destinaram recursos ao instituto investigado. Do total empenhado, ao menos R$ 2,8 milhões já teriam sido pagos diretamente ao Ismat por meio de emendas do deputado Elizeu Nascimento.

A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. Conforme o Ministério Público, o instituto teria sido utilizado como intermediário em um possível esquema irregular envolvendo verbas públicas. A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, que em janeiro deste ano resultou no afastamento do vereador Chico 2000 da Câmara de Cuiabá.

A ação policial teve como principal alvo o deputado estadual Elizeu Nascimento e o irmão dele, o vereador cuiabano Cezinha Nascimento. Mandados foram cumpridos durante a operação, que busca aprofundar a investigação sobre a destinação e execução dos recursos públicos. Apesar de terem destinado verbas ao instituto, os deputados Gilberto Cattani, Dr. Eugênio e Diego Guimarães não são alvos da investigação neste momento.

Ainda conforme os dados levantados no Portal da Transparência do Governo de Mato Grosso, Gilberto Cattani destinou R$ 300 mil para um projeto de formação ligado ao instituto. Já Dr. Eugênio e Diego Guimarães encaminharam recursos para iniciativas esportivas, culturais e educacionais, somando R$ 940 mil e R$ 2,14 milhões, respectivamente. Também foram identificados cancelamentos, estornos e reprocessamentos de emendas durante a execução orçamentária.

Em nota divulgada após a operação, o deputado Elizeu Nascimento afirmou acompanhar as investigações e reforçou “compromisso com a legalidade”. O Ministério Público segue analisando documentos, movimentações financeiras e contratos ligados ao instituto investigado. (

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