Governo anuncia R$ 2,2 bilhões para ampliar tratamento de câncer

O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, um pacote de investimentos de R$ 2,2 bilhões voltado à ampliação do tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha durante visita ao Hospital de Amor, em Barretos, interior de São Paulo.

O pacote é considerado um dos maiores já realizados na área oncológica pelo SUS e prevê medidas para ampliar o acesso a medicamentos de alto custo, radioterapia e cirurgias especializadas. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 112 mil pacientes devem ser beneficiados diretamente pelas ações em todo o país.

Entre as principais medidas está a criação de uma nova tabela de financiamento do SUS para 23 medicamentos utilizados no tratamento de 18 tipos diferentes de câncer, incluindo câncer de mama, pulmão, próstata, leucemia, ovário e estômago. Parte dos remédios será adquirida diretamente pelo Governo Federal e distribuída aos estados. A expectativa oficial é ampliar em 35% a oferta de terapias oncológicas na rede pública e atender integralmente a demanda atual.

O programa também prevê a compra de até 80 aceleradores lineares para radioterapia, aumentando em aproximadamente 25% a capacidade de atendimento em um ano. Outra novidade anunciada é o financiamento permanente de cirurgias robóticas para pacientes com câncer de próstata, com previsão inicial de atendimento de cerca de 5 mil pessoas por ano.

Além disso, o pacote inclui ampliação do acesso à reconstrução mamária, reforço no transporte de pacientes por meio da entrega de ambulâncias, vans e micro-ônibus, além da construção de um novo Centro de Pesquisa Clínica e Cirurgia Robótica no Hospital de Amor.

De acordo com o Governo Federal, muitos dos medicamentos contemplados já haviam sido incorporados oficialmente ao SUS há anos, mas ainda não eram disponibilizados de forma ampla devido a limitações orçamentárias e operacionais. O Palácio do Planalto classificou a iniciativa como um “destrave histórico” na política pública de combate ao câncer.

O anúncio teve ampla repercussão nacional e gerou debates sobre a necessidade de acelerar a implementação das medidas e reduzir as filas de espera no sistema público de saúde. O câncer segue entre as principais causas de morte no Brasil, com estimativa superior a 700 mil novos casos por ano.

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