Uma mulher de 51 anos procurou ajuda após ter o celular hackeado e perceber que criminosos estavam usando sua conta de WhatsApp para aplicar golpes em seus contatos. O caso foi registrado como estelionato eletrônico e encaminhado à Delegacia de Polícia para investigação. A ocorrência foi atendida por volta das 12h18, na residência da vítima, em Alta Floresta.
Segundo o relato, os golpistas assumiram o controle do telefone e passaram a enviar mensagens para familiares, amigos e conhecidos pedindo transferências via PIX, alegando situações de urgência. As mensagens indicavam a chave PIX 53.168.049/0001-14, que não pertence à vítima, confirmando a fraude. O número está registrado em nome de Jefferson Cavalcante de Jesus, vinculado a uma empresa de prestação de serviços aberta em dezembro de 2023, localizada em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
De acordo com informações levantadas, esse tipo de golpe segue um padrão recorrente em diversas cidades brasileiras. Os criminosos costumam invadir contas de WhatsApp por meio de engenharia social, convencendo a vítima a informar códigos de verificação enviados por SMS. Após assumir a conta, os golpistas bloqueiam o verdadeiro dono do aplicativo e utilizam a lista de contatos para pedir dinheiro rapidamente, normalmente via PIX. Os valores transferidos costumam ser enviados para contas de terceiros, conhecidas como “laranjas”, dificultando o rastreamento.
Casos semelhantes têm sido registrados com frequência em Alta Floresta nos últimos anos, especialmente envolvendo clonagem de WhatsApp e fraudes eletrônicas. A Polícia Civil orienta que vítimas comuniquem imediatamente os contatos sobre o golpe, tentem recuperar a conta do aplicativo com verificação em duas etapas e monitorem movimentações bancárias suspeitas. Também é recomendado solicitar bloqueio das transferências junto ao banco por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), do Banco Central, medida considerada essencial para aumentar as chances de recuperação do dinheiro.













