A primeira onda de frio de 2026 segue avançando pelo Brasil e provocando queda acentuada nas temperaturas em diversas regiões do país. A massa de ar polar, considerada a mais intensa do ano até agora, começou a atuar na última sexta-feira (8) e mantém madrugadas geladas principalmente no Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste nesta segunda-feira (11).
De acordo com a previsão divulgada pelo SBT News com base em informações da Climatempo, o frio deve continuar forte até quarta-feira (13) em grande parte do centro-sul do país. A expectativa é de que, a partir da quarta-feira, a massa de ar polar comece a perder força ao avançar para o oceano, permitindo uma elevação gradual das temperaturas. Mesmo assim, as manhãs ainda devem permanecer frias em várias áreas do Sul e Sudeste até quinta-feira (14).
Os maiores impactos são registrados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde há previsão de geada e temperaturas abaixo dos 10°C em várias cidades, incluindo regiões metropolitanas. Em áreas serranas, os termômetros chegaram próximos de 0°C. Em São Paulo, a capital paulista registrou nesta segunda-feira a menor temperatura do ano, com média de 8,3°C, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE).
A atuação da massa de ar polar também provocou queda nas temperaturas em estados do Norte do país. Rondônia, Acre e o sul do Amazonas registram o fenômeno conhecido como friagem, caracterizado pela entrada de ar frio vindo do Sul do continente. Em Rio Branco, no Acre, as mínimas chegaram a 15°C, enquanto Porto Velho, em Rondônia, registrou temperaturas entre 19°C e 25°C.
Além do frio intenso, a mudança no clima também trouxe alerta para ventos fortes e mar agitado. A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca para o litoral do Rio de Janeiro, com previsão de ondas de até três metros até quarta-feira (13). As autoridades recomendam evitar banho de mar e esportes aquáticos durante o período.
Meteorologistas explicam que o sistema responsável pela mudança brusca no clima é uma massa de ar polar continental, fenômeno que costuma provocar temperaturas mais baixas e atingir áreas mais amplas do território brasileiro. Esse tipo de sistema aumenta o risco de geadas e prolonga os períodos de frio intenso, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.













