O governo de Israel confirmou a deportação do ativista brasileiro Thiago Ávila, que havia sido detido após a interceptação de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza. A informação foi divulgada neste domingo (10) pelo Ministério das Relações Exteriores israelense, que também confirmou a expulsão do ativista espanhol Saif Abu Keshek.
Thiago Ávila estava preso desde o fim de abril, quando embarcações do grupo Global Sumud Flotilla foram interceptadas por forças israelenses em águas internacionais, próximas à Grécia. O ativista fazia parte de um grupo que alegava levar ajuda humanitária à população de Gaza, em meio ao bloqueio imposto por Israel à região.
Durante o período de detenção, o caso gerou reação internacional, incluindo manifestações do governo brasileiro e pedidos de organizações de direitos humanos pela libertação do ativista. A Justiça israelense chegou a prorrogar sua prisão preventiva em diferentes momentos enquanto analisava a situação legal do grupo detido.
Após semanas sob custódia, as autoridades israelenses decidiram pela deportação de Ávila e de outros envolvidos na missão. Segundo o governo israelense, os ativistas foram classificados como participantes de uma ação considerada ilegal pelas autoridades locais, que afirmam ter agido dentro da lei durante a interceptação da flotilha.













