Greve da educação em SP continua após rejeição de proposta

Os trabalhadores da rede municipal de ensino de São Paulo estão em greve por tempo indeterminado desde 28 de abril de 2026. A paralisação envolve professores, diretores, coordenadores e agentes escolares, e foi motivada principalmente pela rejeição à proposta salarial apresentada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes.

A proposta da Prefeitura prevê reajuste de 2% retroativo a maio de 2026, além de 1,51% a partir de maio de 2027, totalizando 3,51% de aumento parcelado. A categoria, representada por entidades como SINESP, Sinpeem e Sedin, reivindica ao menos 5,4% de reposição inflacionária somada a 10% de aumento real, além da incorporação de abonos, melhorias nas condições de trabalho, valorização da carreira e realização de concursos públicos.

Em assembleia realizada nesta terça-feira, 6 de maio, os profissionais decidiram rejeitar novamente a proposta e manter a paralisação. No mesmo dia, houve um ato público com concentração em frente à Secretaria Municipal de Educação, na região da Vila Clementino, seguido de caminhada até a sede da Prefeitura. A mobilização indica continuidade do movimento, sem prazo definido para encerramento.

A Prefeitura informou que irá descontar os dias não trabalhados, conforme decisão judicial que determina a manutenção de pelo menos 70% do funcionamento das escolas. Enquanto os sindicatos apontam alta adesão à greve, a administração municipal afirma que diversas unidades seguem em funcionamento parcial, com apoio de professores eventuais e substitutos.

O impasse permanece centrado na questão salarial, mas também reflete insatisfações mais amplas da categoria, como sobrecarga de trabalho, infraestrutura das escolas e políticas de terceirização. A tendência, segundo as entidades representativas, é de continuidade da greve, com novas assembleias e atos previstos nos próximos dias.

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