A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o pedido de investigação relacionado aos repasses feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse” seja analisado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e não pelo ministro Alexandre de Moraes. O entendimento foi apresentado em parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e encaminhado à Corte.
O pedido de apuração foi apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicitou a investigação de possíveis conexões entre os recursos destinados à produção cinematográfica e a atuação política de integrantes da família Bolsonaro. A representação foi anexada a um inquérito sob relatoria de Moraes, que solicitou manifestação prévia da PGR antes de decidir sobre o caso.
Na avaliação de Gonet, os fatos descritos na representação possuem relação com investigações já conduzidas no âmbito do chamado caso Master, que tem André Mendonça como relator no STF. Por esse motivo, a Procuradoria sustenta que a análise da nova demanda deve permanecer sob a supervisão do ministro, em razão da conexão entre os procedimentos.
Após receber o parecer da PGR, Alexandre de Moraes encaminhou a questão à presidência do Supremo. Caberá ao presidente da Corte decidir se o pedido continuará com Moraes, será transferido para Mendonça ou passará por novo sorteio entre os ministros. A definição é considerada importante por envolver desdobramentos de investigações que já alcançam o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
O caso ganhou repercussão após revelações de que recursos milionários teriam sido solicitados para financiar a produção do filme inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Parte desses valores já havia sido alvo de questionamentos e motivou pedidos de ampliação das investigações para verificar eventual ligação entre o financiamento da obra e atividades políticas desenvolvidas no exterior.












