Poupança perde força mesmo com rendimento de até 0,67% ao mês

A caderneta de poupança segue sendo uma das aplicações mais populares do país, mas tem apresentado desempenho considerado baixo diante de outras opções de investimento. Em 2026, mesmo com a taxa básica de juros elevada, o rendimento da poupança gira em torno de 0,67% ao mês, resultado da regra que combina 0,5% fixo mais a Taxa Referencial (TR), atualmente próxima de 0,17%.

No acumulado anual, esse rendimento chega a cerca de 8% a 8,5%, dependendo das variações da TR ao longo do período. Apesar disso, especialistas apontam que a rentabilidade ainda é inferior a outras alternativas de renda fixa disponíveis no mercado. Nos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, por exemplo, a poupança rendeu cerca de 8,26%, mantendo-se atrás de aplicações como o Tesouro Selic e alguns CDBs.

Mesmo com desempenho mais modesto, a poupança continua atraente para parte dos brasileiros por sua simplicidade e segurança. A aplicação é isenta de Imposto de Renda, possui liquidez diária e não exige conhecimento técnico, fatores que ajudam a manter sua popularidade, especialmente entre investidores conservadores ou iniciantes.

Por outro lado, análises recentes indicam que o ganho real, já descontada a inflação, é limitado. Em alguns cenários, o rendimento efetivo pode ficar pouco acima de 3% ao ano, o que reduz significativamente o aumento do poder de compra do investidor. Diante disso, especialistas recomendam avaliar outras opções de investimento para quem busca maior rentabilidade, ainda que a poupança siga como uma alternativa prática para reservas de emergência.

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