Estudos técnicos conduzidos pelo Governo Federal, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Plano Nacional de Logística 2050, analisam a viabilidade da retomada de trens de passageiros no Brasil. A iniciativa tem como foco inicial a região Nordeste, com a proposta de reaproveitar malhas ferroviárias devolvidas à União, como a da Ferrovia Transnordestina Logística, para implantação de veículos leves sobre trilhos e trens regionais.
A proposta prevê a utilização de trechos atualmente não operacionais ou abandonados, transformando essas estruturas em alternativas de mobilidade urbana e regional. Entre os percursos em análise estão ligações como Fortaleza a Crato, no Ceará, além de conexões entre capitais, com planos que incluem extensões até Natal, no Rio Grande do Norte, e Maceió, em Alagoas.
De acordo com os estudos, o transporte ferroviário de passageiros pode representar uma redução de até 75% nos custos de viagem em comparação ao modal rodoviário. Além disso, a estimativa é que os trens operem com velocidades entre 60 e 80 quilômetros por hora, tornando-se uma opção mais econômica e eficiente para deslocamentos de média distância.
O Ministério dos Transportes pretende atrair a participação da iniciativa privada por meio de chamados públicos para recuperação e operação das linhas. O Plano Nacional de Logística 2050, elaborado pela Infra S.A., deverá orientar os investimentos de longo prazo no setor, com expectativa de realização de leilões a partir de 2026. A reativação ferroviária é vista como uma estratégia para reduzir custos logísticos, aliviar o tráfego nas rodovias e ampliar o acesso a um transporte de passageiros mais acessível no país.












