A 2ª Reunião Extraordinária do Conselho Municipal de Saúde, realizada em 23 de março de 2026, em Alta Floresta, foi marcada por debates técnicos e impasses na análise de pautas consideradas relevantes para a gestão da saúde pública. O encontro ocorreu na sede do conselho e reuniu conselheiros para deliberação de propostas envolvendo recursos financeiros e programas estratégicos.
Entre os itens apresentados, o primeiro tratava da aprovação de um recurso excepcional no valor de R$ 1 milhão, de autoria do secretário estadual de Saúde, Gilberto Gomes de Figueiredo, destinado ao custeio de despesas com transferências de coparticipação. No entanto, a conselheira Isabela de Oliveira solicitou pedido de vistas, apontando a ausência de documentos considerados essenciais para análise, como a indicação de conta bancária para recebimento dos recursos e a falta de previsão no Plano Anual de Saúde, instrumento que organiza metas, ações e recursos do SUS.
A segunda pauta, referente ao repasse de R$ 250 mil para aquisição de bicicletas elétricas destinadas aos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias, também não avançou. O recurso, proposto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, teve pedido de vistas apresentado pela conselheira Lilian Ono, igualmente motivado pela ausência de previsão no Plano Anual de Saúde.
Já a terceira proposta, que tratava da implementação da Odontologia de Mínima Intervenção por meio do projeto Criança Sorridente, acabou sendo retirada de pauta. A decisão partiu do conselheiro Marcelo de Alécio,, secretário de Saúde que, segundo informou, continua a frente da pasta até o dia 30 de março, apesar da publicação da exoneração do cargo pelo prefeito Chico Gamba, o ainda secretário identificou a falta de apresentação formal do projeto que embasaria a iniciativa voltada ao enfrentamento da cárie dentária no sistema público.
Além das pautas principais, os conselheiros discutiram questões administrativas internas. O Conselho vinha sendo conduzido de forma interina pelo conselheiro Cristian Lima desde outubro do ano passado, após mudanças na composição. Com o término do prazo dessa condução em 22 de março, foi definido que as reuniões do pleno passarão a ocorrer com indicação ad hoc até a conclusão do processo de eleição de um mandato tampão, necessário para recompor as vagas deixadas após o afastamento do então presidente eleito, Dr. Carlos Furim, que não integra mais o colegiado.
Como consideração final, a reunião evidenciou a necessidade de maior organização documental e planejamento técnico nas propostas encaminhadas ao Conselho Municipal de Saúde de Alta Floresta. Os pedidos de vistas e a retirada de pauta indicam um esforço dos conselheiros em garantir que as decisões sejam tomadas com base em critérios formais e transparência, reforçando o papel do órgão no controle e na fiscalização das políticas públicas de saúde no município.
A reunião desta segunda feita foi conduzida pelo conselheiro LEadro Soares.












