O governo dos Estados Unidos oficializou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A decisão passou a valer a partir de 5 de junho de 2026 e foi publicada no Diário Oficial norte-americano, ampliando o alcance de sanções financeiras e restrições legais contra as duas facções brasileiras.
Segundo a medida adotada pelo Departamento de Estado dos EUA, os grupos passam a ser enquadrados dentro da legislação antiterrorismo do país, o que permite o bloqueio de bens, a restrição de transações internacionais e a aplicação de penalidades a pessoas ou instituições que mantenham qualquer tipo de apoio material às organizações.
A decisão também inclui a classificação das facções como “terroristas globais especialmente designados”, o que amplia o nível de monitoramento e as medidas de cooperação internacional voltadas ao combate ao crime organizado. O governo norte-americano justifica o enquadramento alegando a atuação violenta e a expansão internacional dos grupos.
A medida, no entanto, gerou reação do governo brasileiro, que rejeita a classificação e afirma que a decisão pode afetar a soberania do país e prejudicar a cooperação entre as forças de segurança. Autoridades brasileiras alertam ainda para possíveis impactos econômicos e diplomáticos, especialmente em setores ligados a finanças e comércio exterior.
As facções PCC e Comando Vermelho surgiram em presídios brasileiros e atualmente são apontadas como duas das maiores organizações criminosas do país, com atuação ligada ao tráfico de drogas e a outras atividades ilícitas em diferentes regiões do Brasil e também em outros países da América Latina.













