Gleisi exige explicações após uso de jato ligado a Vorcaro por Nikolas Ferreira

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, cobrou nesta terça-feira esclarecimentos sobre voos do deputado Nikolas Ferreira em um jato ligado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, durante a campanha presidencial de 2022. Gleisi postou em suas redes sociais que o caso configuraria um escândalo do qual o parlamentar deveria responder, criticando a falta de transparência e alegando que tais viagens não foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo relatos de veículos de imprensa, o deputado usou a aeronave, um Embraer 505 Phenom 300, para cumprir agenda da caravana denominada “Juventude pelo Brasil”, organizada no segundo turno da eleição presidencial para apoiar o então candidato Jair Bolsonaro. O jato teria percorrido ao menos nove estados e o Distrito Federal durante um período de dez dias, alinhando-se às datas e locais dos compromissos públicos de Nikolas Ferreira.

A crítica de Gleisi, integrante do Partido dos Trabalhadores, também envolve figuras do bolsonarismo e setores ligados ao Banco Master. Ela mencionou em sua manifestação nomes como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o governador Ibaneis Rocha, além de pastores da Igreja Lagoinha que estiveram presentes nas viagens, para reforçar questionamentos sobre eventuais omissões e favorecimentos que, segundo ela, foram negligenciados anteriormente.

A defesa do deputado Nikolas Ferreira reconheceu o uso da aeronave, mas negou qualquer vínculo com Vorcaro ou com o Banco Master, afirmando que não houve negócio direto entre eles. Apesar disso, a situação suscitou reações de outros políticos, que pedem investigações formais sobre o episódio e sua inclusão em apurações eleitorais e judiciais para esclarecer as possíveis irregularidades ligadas às viagens e à origem dos recursos associados a elas.

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