Presidente do Irã promete resposta após morte de Khamenei e rejeita narrativas de “guerra contra muçulmanos”

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, em pronunciamento oficial neste domingo, 1º de março de 2026, condenou os ataques que culminaram na morte do líder supremo Aiato Ali Khamenei, e rejeitou a ideia de que Teerã estaria travando um “conflito contra muçulmanos”. O chefe de Estado classificou os ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel como “inhumanos” e afirmou que a resposta iraniana será firme e proporcional aos danos sofridos pelo país e por seu povo.

Pezeshkian também pediu mobilização de recursos de emergência para o atendimento aos feridos e às famílias atingidas, reforçando a condenação dos bombardeios e destacando que o Irã não reconhece a narrativa de que os ataques seriam dirigidos contra muçulmanos como um todo ou que visam uma “guerra religiosa”, mas sim uma agressão ao seu povo e à sua soberania.

Autoridades iranianas decidiram iniciar um período formal de luto nacional após a confirmação da morte de Khamenei, que governou o país por décadas e foi figura central da teocracia desde 1989. As declarações oficiais frisaram que a morte do líder será lembrada com reverência interna, mesmo diante da condenação internacional e das advertências de retaliação.

A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, já que a morte do líder supremo e a resposta do governo iraniano podem aumentar ainda mais a escalada do conflito no Oriente Médio. Enquanto isso, países e instituições religiosas procuram evitar que a crise seja interpretada como um confronto generalizado entre muçulmanos e outras nações, ressaltando a necessidade de contenção e diálogo diplomático.

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