Cartas enviadas ao ex‑presidente Jair Messias Bolsonaro, atualmente preso em regime fechado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, estão sendo recusadas no momento da entrega pelas autoridades responsáveis pelo setor prisional conhecido como “Papudinha”. A informação foi confirmada pelos Correios, que afirmaram realizar as entregas regularmente, mas que as correspondências destinadas ao ex‑mandatário não estão sendo aceitas no destino final.
De acordo com o comunicado oficial da estatal, os objetos postais são encaminhados ao Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (BPMDF), a unidade responsável pela administração da ala onde Bolsonaro cumpre pena, porém, no momento da entrega, há recusa sistemática das cartas. Parte delas já começou a ser devolvida aos remetentes, enquanto outras permanecem em processo de retorno.
A situação tem se repetido desde meados de janeiro de 2026, mesmo depois de uma autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ex‑presidente pudesse receber correspondências enquanto estiver custodiado, em resposta a um pedido da defesa sobre o fluxo de cartas e encomendas.
Procurado para comentar o caso, o 19º BPMDF afirmou que não participa de operações externas relacionadas ao fluxo postal e que as correspondências são submetidas a protocolos internos de inspeção e segurança antes de serem entregues aos detentos, quando estiverem em conformidade com as normas aplicáveis. A Polícia Militar ressaltou que cumpre integralmente a legislação vigente e que não há determinação judicial impondo restrições às cartas.












