Uma reportagem publicada pela revista Piauí revelou novos detalhes da investigação que apura a relação entre o senador Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a publicação, o empresário teria custeado uma viagem de férias do parlamentar e de sua companheira para a estação de esqui de Courchevel, nos Alpes Franceses, com despesas que somaram R$ 1.849.201. As informações constam em documentos da Polícia Federal aos quais a revista afirma ter tido acesso.
De acordo com a reportagem, a viagem ocorreu entre os dias 12 e 25 de janeiro de 2025 e teve duração de 13 dias. Durante a estadia, o casal ficou hospedado em um hotel de alto padrão e frequentou restaurantes de luxo da região, considerada uma das mais exclusivas áreas de turismo de inverno da Europa. A Polícia Federal trata os gastos como possíveis vantagens indevidas concedidas ao senador pelo dono do Banco Master.
A publicação também relata que a viagem é apenas um dos elementos analisados pelos investigadores. O relatório da PF menciona ainda suspeitas envolvendo pagamentos periódicos, uso de imóveis ligados ao banqueiro, participação societária em empresas e outras despesas atribuídas ao parlamentar. Segundo a investigação, esses fatos fazem parte de um conjunto de relações financeiras e comerciais que passaram a ser examinadas no âmbito das apurações sobre o Banco Master.
Entre os dados citados pela revista estão repasses considerados atípicos identificados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que teriam alcançado R$ 902 mil entre empresas ligadas a Vorcaro e uma empresa associada à família de Ciro Nogueira. A reportagem também menciona uma operação societária envolvendo a Green Investimentos, na qual a participação adquirida pelo senador teria sido comprada por valor inferior ao estimado pelo mercado.
A Polícia Federal afirma que o material analisado inclui mensagens, registros financeiros, fotografias, comprovantes de viagens e outros documentos que buscam esclarecer a natureza da relação entre o senador e o banqueiro. Em etapas anteriores da investigação, os agentes também apontaram indícios de pagamentos mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além do custeio de hospedagens, voos privados e despesas pessoais.
O senador nega ter cometido irregularidades. Conforme relatado na reportagem, Ciro Nogueira sustenta que não atuou em favor de interesses do Banco Master nem recebeu benefícios ilegais. A defesa do parlamentar tem afirmado que os fatos serão esclarecidos durante o andamento das investigações. Enquanto isso, o caso segue sob análise das autoridades e continua gerando repercussão no cenário político nacional.














