A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, a Operação Benaia com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro na região aduaneira de Itajaí, em Santa Catarina. A investigação concentra-se em um ex-chefe da Receita Federal e da Alfândega de Itajaí, apontado como o principal envolvido em um suposto esquema de favorecimento a empresários em processos relacionados ao comércio exterior.
De acordo com as apurações, o servidor público federal teria recebido cerca de R$ 2 milhões em propina para atuar em benefício de empresários interessados em acelerar procedimentos alfandegários, facilitar operações de importação e exportação e viabilizar soluções logísticas. Segundo a Polícia Federal, os valores obtidos de forma ilícita teriam sido ocultados por meio de empresas registradas em nome de familiares, estratégia que estaria sendo utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos e caracterizar a lavagem de dinheiro.
Durante a operação, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Santa Catarina e São Paulo. As diligências ocorreram em Itajaí e também em cidades paulistas, incluindo Guarulhos, São Paulo, Campinas e outros municípios. Por determinação da Justiça, o investigado foi afastado de suas funções públicas enquanto as investigações prosseguem.
Um dos destaques da ação foi a descoberta de um cofre contendo dinheiro em espécie durante o cumprimento dos mandados. A apreensão reforça as suspeitas levantadas pelos investigadores sobre a movimentação de recursos de origem ilícita e possíveis práticas de ocultação patrimonial. O material recolhido será submetido à análise pericial para auxiliar no aprofundamento das investigações.
As informações divulgadas por órgãos oficiais e veículos de imprensa apontam que a operação está relacionada exclusivamente à apuração de crimes de corrupção no âmbito da administração aduaneira federal. Até o momento, não há indícios de direcionamento político da investigação nem de envolvimento de autoridades de alto escalão. O inquérito segue em andamento e sob sigilo em etapas iniciais, enquanto a Polícia Federal e os órgãos de controle avançam na coleta de provas e na identificação de possíveis novos envolvidos.













