Em Mato Grosso, a Perícia Oficial e Identificação Técnica, conhecida como Politec, identificou mais de 90 armas de fogo que foram utilizadas em crimes ao longo de quase três anos com o apoio do Sistema Nacional de Análise Balística, chamado Sinab. O sistema permite comparar de forma automatizada elementos de munições recolhidos em cenas de crime, o que ajuda a conectar diferentes casos que antes eram tratados de maneira isolada.
Segundo dados oficiais, o Sinab possibilitou a produção de mais de 90 laudos periciais e a identificação de ligações em cerca de 200 inquéritos policiais em Mato Grosso, ao cruzar informações entre armas de fogo, estojos e projéteis recolhidos em locais diversos. Essas correlações ajudam a confirmar que a mesma arma foi usada em mais de um crime, o que pode acelerar investigações e fortalecer a produção de provas.
Os resultados do trabalho colocam Mato Grosso entre as dez instituições periciais do país com maior número de vínculos balísticos confirmados pelo Sinab e na 13ª posição no número de inserções no Banco Nacional de Perfis Balísticos, com mais de 3 mil registros realizados desde 2023, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O gerente de Perícias de Balística da Politec, José Roque Arfeli Junior, destacou que o Sinab não é apenas uma ferramenta tecnológica, mas também um instrumento de inteligência que tem auxiliado a elucidar homicídios, roubos e outros crimes cometidos com armas de fogo ao identificar vínculos entre ocorrências que inicialmente pareciam desconectadas. A integração entre laboratórios periciais de diferentes estados potencializa ainda mais a eficácia do sistema em apoiar investigações e decisões judiciais.












