Uma denúncia feita pela ex-mulher de um ex-servidor municipal após um desentendimento entre o casal deu origem a uma investigação do Ministério Público de São Paulo sobre um suposto esquema de fraude em licitações da Prefeitura da capital paulista. A apuração resultou em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizada em 7 de julho de 2026, com buscas contra dois ex-funcionários públicos.
Segundo informações divulgadas pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), a denúncia chegou ao Ministério Público em fevereiro e passou a ser investigada após relatos de possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos. A suspeita é de que agentes públicos tenham interferido em processos de contratação para beneficiar determinados grupos empresariais.
Entre os investigados estão Vinícius Felipe Moreno, que atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, e Bruno Conrado do Espírito Santo, que exercia a função de coordenador de licitações na Secretaria Municipal das Subprefeituras. Conforme as investigações, os dois teriam participado de um esquema de direcionamento de licitações entre os anos de 2022 e 2025, com possível recebimento de vantagens indevidas.
O Ministério Público também apura a evolução patrimonial dos investigados, incluindo a suspeita de aquisição de imóveis, veículos e outros bens considerados incompatíveis com os rendimentos declarados. Os envolvidos podem responder por crimes como fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, caso as suspeitas sejam confirmadas ao final das investigações.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos ex-servidores na cidade de São Paulo e na Região Metropolitana. Celulares e outros materiais foram recolhidos para análise. A Prefeitura de São Paulo informou que não é alvo da investigação e afirmou que exonerou preventivamente servidores após tomar conhecimento das suspeitas, além de encaminhar o caso ao Ministério Público.
O caso continua sob investigação do Gaeco, que busca esclarecer a extensão do suposto esquema, identificar todos os envolvidos e verificar se houve prejuízo aos cofres públicos. As denúncias ainda serão analisadas no decorrer do processo investigativo antes de qualquer responsabilização definitiva.












