A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um casal suspeito de aplicar o golpe do “falso representante do SUS” contra idosos no estado. A dupla, oriunda do Rio de Janeiro, foi detida em flagrante na segunda-feira (15), em uma propriedade rural localizada na Comunidade Ninho das Águias, em Várzea Grande.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande e apontou que os suspeitos se passavam por servidores do Sistema Único de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde. Eles abordavam principalmente pessoas idosas, prometendo cadastro para recebimento de cestas básicas e descontos na conta de energia elétrica.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes começaram a ser praticados na sexta-feira (12) e se estenderam até o dia da prisão. Durante esse período, o casal conseguiu abrir contas bancárias e contratar empréstimos financeiros em nome das vítimas. Uma das pessoas lesadas tem 69 anos e vive em situação de vulnerabilidade social.
Com a prisão em flagrante, a Polícia Civil conseguiu bloquear cerca de R$ 7 mil em contas utilizadas pelos criminosos, e já está sendo providenciada a devolução do valor à vítima. As investigações também indicam que o casal pode ter feito outras vítimas em Sinop e em municípios do interior do estado.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Ruy Guilherme Peral da Silva, há fortes indícios de que a dupla esteve em Sinop e aplicou golpes semelhantes na região. A Polícia Civil segue com as diligências para identificar novas vítimas.
O casal foi autuado pelos crimes de estelionato contra idoso, associação criminosa, desobediência e lavagem de dinheiro. A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com o objetivo de interromper a prática criminosa e evitar a fuga dos suspeitos.
Além das prisões, a Polícia Civil solicitou judicialmente que o INSS e as instituições financeiras suspendam imediatamente os contratos de empréstimos fraudulentos firmados em nome das vítimas, evitando maiores prejuízos. Segundo o delegado, o golpe comprometeria cerca de um ano da aposentadoria da idosa vítima da fraude.












