PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto contra fraudes no INSS

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação cumpre 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As diligências ocorrem nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal. Segundo os investigadores, o objetivo é aprofundar a apuração de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação patrimonial.

Entre os alvos da operação está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, que foi alvo de mandados de busca e apreensão. A Polícia Federal apura a atuação de políticos, empresários e servidores públicos no esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.

Ainda nesta quinta-feira, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, determinou a exoneração do secretário-executivo da pasta, Adroaldo Portal, que teve a prisão preventiva decretada no âmbito da operação. Para o cargo, foi nomeado o procurador federal Felipe Cavalcante e Silva, que atuava como consultor jurídico do ministério.

As investigações tiveram início em abril deste ano e apontam que o esquema criminoso atuou entre 2019 e 2024, com prejuízos estimados em até R$ 6,3 bilhões. Desde o início da Operação Sem Desconto, ao menos 18 pessoas já foram presas. Com a ação desta quinta-feira, a Polícia Federal chega à nona fase da operação.

Em nota, o Ministério da Previdência Social afirmou que seguirá colaborando integralmente com as investigações e atuando para recuperar os recursos desviados, ressaltando que o esquema teve origem em gestões anteriores e foi interrompido no atual governo.

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