PM é morto durante aula de jiu-jítsu e crime passional é investigado

O cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi assassinado a tiros na noite de terça-feira (4), enquanto ministrava uma aula de jiu-jítsu para crianças e adolescentes em um projeto social desenvolvido pelo 25º Batalhão da PM, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O policial foi surpreendido pelo atirador durante a atividade e, mesmo após ser socorrido, não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a investigação, o suspeito Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, invadiu o local armado e efetuou diversos disparos contra o militar diante dos alunos do projeto. Logo após o crime, os próprios participantes da aula conseguiram imobilizar o autor até a chegada das equipes da Polícia Militar, que realizaram a prisão em flagrante. O suspeito foi encaminhado inicialmente à Central de Flagrantes e, posteriormente, à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde permaneceu em silêncio durante o interrogatório.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam, de forma preliminar, para uma possível motivação passional. Segundo o delegado Rogério Gomes, testemunhas relataram que Renato Oliveira Aragão manteria um relacionamento com a esposa do suspeito. A polícia também confirmou que Jonathan havia registrado meses antes um boletim de ocorrência mencionando o suposto envolvimento entre sua companheira e o policial, informação que passou a integrar a apuração do caso. Apesar disso, a motivação ainda não foi oficialmente concluída e segue sendo investigada.

O assassinato provocou forte repercussão em Mato Grosso por ter ocorrido durante uma atividade social voltada ao atendimento de crianças. O comandante do 2º Comando Regional da PM, coronel Ricardo Mendes, lamentou a morte do militar e destacou que ele exercia uma importante função comunitária no momento em que foi atacado.

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