A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que iniciará em 2026 medidas para profissionalizar árbitros e estabelecer um modelo nacional padronizado de formação. O anúncio foi feito pelo presidente do Grupo de Trabalho da Arbitragem, Netto Góes, durante debate na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados.
Segundo Góes, os contratos de trabalho para árbitros estarão prontos em janeiro, assim como a definição de um grupo inicial de profissionais que atuarão sob as novas regras. A intenção é garantir remuneração e condições adequadas, indo além da carteira assinada, contemplando também capacitação técnica, física e psicológica.
Charles Hebert Cavalcante Ferreira, da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, destacou que hoje os árbitros são pagos por jogo e podem ficar sem remuneração quando cometem erros. A formalização de contratos, seja anual ou por período determinado, busca assegurar estabilidade e bonificações, como ocorre nas principais ligas mundiais.
No debate, especialistas citaram experiências europeias. Países Baixos firmam contratos entre árbitros e federação; Alemanha e Inglaterra usam sociedades empresariais; França, Espanha e Itália tratam árbitros como atletas de alto rendimento, modelo que poderia ser seguido no Brasil.
Atualmente, o país conta com 734 profissionais de arbitragem, sendo 326 árbitros e 408 assistentes, com 134 mulheres. O grupo atuou em 2.730 partidas oficiais em 2025.













