O Brasil chegou à marca de 500 mercados abertos para produtos agropecuários após receber autorização da Guatemala para importar carne bovina e outros itens do setor. A confirmação foi feita pelo governo brasileiro após negociações com as autoridades sanitárias guatemaltecas, ampliando o alcance internacional do agronegócio nacional.
A meta inicial do governo, estabelecida em 2023, era abrir 200 novos mercados. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o objetivo foi superado em mais do que o dobro. Para ele, a expansão reforça a confiança internacional no padrão sanitário brasileiro e amplia as perspectivas econômicas no campo. Fávaro afirma que o consumo interno permanece assegurado, já que cerca de 70% da produção nacional é destinada ao mercado doméstico.
Entre janeiro e outubro de 2025, a Guatemala importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para os cereais. A demanda pelo produto brasileiro cresce em ritmo acelerado: somente em 2024, o país importou US$ 155,6 milhões em carne bovina, equivalente a 8,6% do consumo interno e representando aumento de 122% em relação a anos anteriores.
Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a abertura garante ao Brasil oportunidades estratégicas na América Central e fortalece empresas nacionais voltadas à exportação. Ele destaca que os 500 mercados já abertos representam um volume direto superior a US$ 3,4 bilhões em novas possibilidades comerciais.
O avanço ocorre em um momento favorável ao setor pecuário. Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil exportou, em 2024, mais de US$ 12 bilhões em carne bovina, o equivalente a 2,8 milhões de toneladas enviadas para mais de 150 destinos. Entre janeiro e outubro de 2025, o país já superou US$ 14 bilhões em vendas externas do produto. A Guatemala, que concentra mais de 70% de suas importações de carne em cortes congelados, é vista como mercado com potencial de expansão para o Brasil.












