Um estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta perda anual de R$ 173 milhões no Valor Bruto da Produção (VBP) caso áreas agrícolas incluídas em novas demarcações indígenas sejam retiradas da atividade produtiva em Mato Grosso. O levantamento também aponta redução de 498 empregos e queda de R$ 2,89 milhões na arrecadação do Fethab.
Os dados, divulgados pela Famato, consideram 7,22 mil hectares de soja, 8,06 mil hectares de milho e 31,9 mil hectares de pastagens mapeados em quatro territórios: Manoki, Uirapuru, Estação Parecis, homologados em novembro, e a Reserva Kanela do Araguaia, ainda em fase anterior à homologação pela Funai.
Em novembro, o governo federal homologou dez novos territórios indígenas. A Famato e a CNA pediram ao Supremo Tribunal Federal a suspensão das portarias até o julgamento da ação sobre o marco temporal, anexada à ADC 87.
Segundo o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a retirada imediata das áreas “prejudica quem planta, emprega e paga impostos”, defendendo indenização rápida e políticas de transição. A CNA afirmou que as demarcações ocorreram “sem lealdade” ao STF e ao Parlamento.
O território Manoki, em Brasnorte, concentra as maiores perdas, com VBP de R$ 82,3 milhões entre agricultura e pecuária. Uirapuru soma VBP de R$ 74,9 milhões, enquanto Estação Parecis, em Diamantino, chega a R$ 13,16 milhões. Já a Reserva Kanela do Araguaia movimenta R$ 199,4 mil anuais, com predomínio de pastagens naturais.












