Duas pessoas morreram após uma discussão seguida de disparos de arma de fogo em um posto de combustível de Porto Esperidião, no interior de Mato Grosso, na noite de sábado, 24 de outubro de 2026. As vítimas foram identificadas como Anderson Pires Bolandin, de 35 anos, e Sebastião Dusso Braga Neto, de 64 anos. O caso foi noticiado pela Folha de S.Paulo em 25 de outubro, em uma reportagem sobre episódios de violência registrados durante o fim de semana do segundo turno das eleições presidenciais. Apesar da referência a uma possível divergência política, a motivação do confronto ainda não estava confirmada pelas autoridades eleitorais.
Segundo as informações publicadas pela Folha, a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h15 para atender a uma ocorrência com disparos no pátio do Posto Prata. Anderson foi encontrado ferido próximo a uma bomba de combustível e morreu durante o transporte para atendimento médico. Sebastião também foi baleado, recebeu assistência médica e foi transferido para Cáceres, devido à gravidade dos ferimentos, mas não resistiu. Outras pessoas foram atingidas durante o episódio, conforme o relato divulgado pelo jornal.
Um dos feridos relatou à polícia que o confronto começou após uma discussão por divergência política, que evoluiu para agressões físicas e tiros. Entretanto, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) informou que, até a noite de domingo, 25 de outubro, os elementos disponíveis não apontavam de maneira conclusiva para uma motivação política. Por isso, embora o episódio tenha sido noticiado no contexto da violência relacionada ao período eleitoral, não é possível afirmar que as duas mortes tenham sido oficialmente classificadas como crimes de violência política.
O caso ganhou relevância após o governo federal divulgar, em 28 de outubro, um balanço de 45 ocorrências de violência política registradas no país entre o fim de semana eleitoral e os dias seguintes. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os episódios reuniam 47 vítimas, das quais 10 morreram, incluindo três indígenas. O levantamento inclui agressões físicas, atropelamentos intencionais, ataques com armas de fogo e denúncias de violência policial. Os órgãos federais informaram que os números poderiam ser atualizados conforme o avanço das apurações.
No balanço federal divulgado em 28 de outubro, os estados com maior concentração de ocorrências foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Mato Grosso não aparece entre os cinco estados destacados, mas isso não significa que o estado não tenha registrado episódios violentos durante o período. A divulgação oficial não apresentou uma relação completa das vítimas fatais por unidade da Federação, o que impede determinar se as mortes de Anderson e Sebastião foram incluídas entre os 10 óbitos contabilizados pelo governo.
Diante das informações disponíveis, há registro de duas mortes em Mato Grosso em um confronto ocorrido no período eleitoral, mas permanece sem confirmação se elas fazem parte do balanço nacional de violência política. A distinção é importante para evitar que casos ainda sob investigação sejam apresentados como crimes de motivação política comprovada. O governo federal anunciou que a Polícia Federal, o Ministério Público e os órgãos estaduais de segurança atuarão na apuração das ocorrências, enquanto as circunstâncias específicas do episódio de Porto Esperidião dependem da investigação policial.















