PF investiga possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após derrota eleitoral

A Polícia Federal (PF) está verificando registros de fronteira e voos internacionais para apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil após a derrota na eleição presidencial de domingo, 25 de outubro. A informação foi publicada nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Até o momento, segundo a reportagem, as verificações não identificaram registro de passagem regular do parlamentar pela fronteira com a Argentina.

A apuração foi motivada por uma notícia publicada pelo portal argentino Infobae, segundo a qual Flávio teria atravessado a fronteira utilizando sua carteira de identidade e embarcado em Porto Iguaçu, na Argentina, em um jato executivo Gulfstream com destino aos Estados Unidos. A informação levou à checagem dos registros de circulação entre os dois países. Entretanto, não há confirmação, nas informações divulgadas até agora, de que o senador tenha realizado esse trajeto.

A possibilidade de saída do país foi negada pelo senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio. Em declaração ao portal Metrópoles, Marinho afirmou: “Não saiu”. A negativa contrasta com a informação divulgada pelo veículo argentino, mas, até o momento, os dados apresentados publicamente não permitem confirmar que Flávio tenha deixado o território brasileiro.

O caso ocorre um dia depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes de Flávio à Polícia Federal e o proibiu de deixar o país. A medida foi divulgada pelo próprio senador em 26 de outubro, após ele afirmar que havia sido intimado pelos agentes ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Na ocasião, Flávio contestou a determinação judicial e declarou que entregaria os documentos de viagem, além de afirmar que pretendia se defender da decisão. Segundo a Agência Brasil, a ordem tramita sob segredo de Justiça e está relacionada a uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz. A decisão judicial e a apuração sobre uma possível viagem são questões relacionadas, mas distintas: a primeira estabelece uma restrição de deslocamento, enquanto a segunda busca esclarecer se houve saída do país.

Até esta terça-feira, 27 de outubro, a informação central permanece sem confirmação pública: a Polícia Federal verifica a possível saída de Flávio Bolsonaro, mas a reportagem da Folha não aponta registro de travessia regular da fronteira argentina, e Rogério Marinho nega que o senador tenha deixado o Brasil. Novas informações oficiais sobre os registros migratórios ou sobre a apuração poderão esclarecer o caso.

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