Horário de verão não volta em 2026; veja o que muda na rotina dos brasileiros

O horário de verão não será retomado no Brasil no ciclo 2026/2027. A decisão foi confirmada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) após a conclusão de estudos técnicos sobre as condições de abastecimento de energia elétrica no país. Com isso, os relógios permanecerão no horário oficial, sem necessidade de adiantar os ponteiros em uma hora no início de novembro, como acontecia durante a vigência da antiga regra. A informação foi publicada pelo portal ES Brasil na segunda-feira, 26 de outubro de 2026.

A avaliação do governo levou em consideração estudos prospectivos realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e discutidos no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Conforme o relatório de monitoramento da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, concluído em 31 de agosto, as análises não indicaram a necessidade de implementar o horário de verão no período 2026/2027. O Ministério de Minas e Energia também informou que o adiantamento dos relógios não é considerado uma medida estrutural para atender às necessidades de potência do sistema elétrico nacional.

O horário de verão foi suspenso em abril de 2019, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro. Na época, estudos apontaram que a mudança nos hábitos de consumo havia reduzido os benefícios da medida para a economia de energia. O uso mais intenso de equipamentos de climatização durante as tardes quentes deslocou o período de maior demanda elétrica, diminuindo o efeito do adiantamento dos relógios na redução do consumo noturno. Desde então, o governo federal mantém a possibilidade de reavaliar a política caso as condições do setor elétrico justifiquem uma mudança.

Na prática, a decisão significa que celulares, computadores e outros dispositivos configurados para atualizar automaticamente o horário continuarão funcionando normalmente. No entanto, aparelhos mais antigos, como fornos, micro-ondas, cafeteiras, temporizadores de iluminação e sistemas de irrigação, podem ter configurações antigas que provoquem alterações automáticas indevidas. Nesses casos, a orientação é verificar as configurações do equipamento e desativar eventuais ajustes relacionados ao horário de verão.

A medida também não representa uma garantia de redução na conta de luz. O valor pago pelos consumidores depende de fatores como o volume de energia utilizado, as condições de geração e os custos do sistema elétrico. As bandeiras tarifárias, definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), indicam se haverá cobrança adicional conforme as condições de geração de eletricidade. Por isso, mesmo sem mudança nos relógios, o consumo doméstico pode aumentar durante os períodos de calor, especialmente devido ao uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.

Embora o horário de verão esteja fora do calendário para 2026/2027, o Ministério de Minas e Energia informou que continuará acompanhando as condições de abastecimento e avaliando periodicamente a possibilidade de adoção da política. Uma eventual retomada dependerá de novas análises técnicas e de uma decisão oficial do governo federal. Até que isso ocorra, os brasileiros não precisarão realizar qualquer ajuste de horário em razão da chegada do verão.

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