O senador eleito por Mato Grosso Mauro Mendes (União) se posicionou contra o fim da escala 6×1 e defendeu mudanças nas regras trabalhistas brasileiras. A declaração foi feita na segunda-feira, 5 de outubro de 2026, durante entrevista coletiva após o resultado das eleições. Ao comentar o assunto, Mendes citou brasileiros que trabalham nos Estados Unidos e afirmou que alguns chegam a cumprir jornadas de 10, 12, 14 ou até 16 horas por dia.
Segundo Mauro Mendes, muitos brasileiros deixam o país em busca de melhores oportunidades de trabalho e aceitam jornadas mais longas nos Estados Unidos. “Lá nos Estados Unidos nós temos aí milhares e milhares e centenas de milhares de brasileiros que fogem daqui, entram clandestinamente nos Estados Unidos para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia”, afirmou. A declaração foi usada pelo senador eleito para questionar as restrições existentes na legislação trabalhista brasileira.
Mendes também criticou a rigidez das regras relacionadas à jornada de trabalho. Durante a entrevista, afirmou que um trabalhador que cumpra 11 horas por dia poderia provocar problemas para a empresa e classificou essa situação como um excesso da legislação. “No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por dia, o patrão, a empresa, vai ser processado por trabalho escravo. Olha que absurdo”, declarou.
A manifestação ocorre em meio ao debate nacional sobre o fim da escala 6×1. A proposta em discussão no Congresso prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e a garantia de dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. O tema voltou ao centro das discussões políticas nesta semana e divide opiniões entre parlamentares, empresários e representantes dos trabalhadores.
A fala de Mauro Mendes, no entanto, não significa que ele tenha defendido literalmente a obrigatoriedade de jornadas de 16 horas para trabalhadores brasileiros. O senador eleito utilizou os casos de brasileiros nos Estados Unidos como exemplo em sua argumentação a favor de maior flexibilidade nas relações de trabalho. A declaração ocorre enquanto o Congresso debate justamente quais serão os limites da jornada e dos períodos de descanso no país.













