O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir da folha de outubro de 2026, elevando o valor mínimo garantido por família de R$ 600 para R$ 691. A atualização foi determinada pelo Decreto nº 13.120, publicado em 17 de setembro, e corrige os benefícios pela inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
O novo valor começa a chegar aos beneficiários a partir de 19 de outubro, conforme o calendário definido de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). O pagamento será feito de forma escalonada ao longo do mês. O reajuste também eleva o benefício médio estimado do programa, que passa de R$ 675 para R$ 777.
Os valores adicionais também foram corrigidos. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passou de R$ 142 para R$ 164. Já o Benefício Primeira Infância, destinado a famílias com crianças de zero a sete anos incompletos, aumentou de R$ 150 para R$ 173 por criança. O Benefício Variável Familiar, destinado a gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos, passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas condições.
Com esses adicionais, algumas famílias poderão receber mais de R$ 1.100 em outubro. Esse valor, no entanto, não representa um novo piso nem uma parcela fixa do Bolsa Família. O total recebido depende da composição familiar e da quantidade de integrantes que tenham direito aos benefícios adicionais previstos no programa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a atualização busca preservar o poder de compra das famílias diante da inflação acumulada desde a implantação do atual modelo do Bolsa Família. Esta é a primeira correção dos valores pela inflação desde a retomada do programa, em 2023.
Para ter possibilidade de ingresso no programa, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único e ter renda mensal por pessoa de até R$ 218. A inscrição, porém, não garante entrada automática no Bolsa Família, pois a inclusão depende da análise das regras do programa e da disponibilidade orçamentária. Os beneficiários também precisam cumprir as condicionalidades estabelecidas nas áreas de saúde e educação.
O reajuste ocorre em meio ao início do calendário de pagamentos de outubro e representa uma recomposição dos valores que estavam vigentes desde 2023. Portanto, a informação de que o Bolsa Família “chega a R$ 1.100” deve ser entendida como uma possibilidade para determinadas famílias, e não como um novo valor geral pago a todos os beneficiários.













