O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Nova York, nos Estados Unidos, para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O principal compromisso será o discurso de abertura do Debate Geral, marcado para esta terça-feira (22). Pela tradição mantida desde 1955, o Brasil será o primeiro país a discursar na sessão de alto nível.
Entre os assuntos que devem ser levados por Lula à Assembleia Geral está a reforma da ONU, especialmente a ampliação e a atualização do Conselho de Segurança. A posição brasileira defende mudanças na composição e no funcionamento do órgão, com o argumento de que sua estrutura precisa refletir melhor a realidade internacional atual. O tema é uma reivindicação histórica da diplomacia brasileira e já foi defendido pelo presidente em discursos anteriores na ONU.
Em 2024, durante a 79ª Assembleia Geral, Lula afirmou que a reforma deveria incluir mudanças na composição, nos métodos de trabalho e no direito de veto do Conselho de Segurança. Na ocasião, também defendeu maior participação da América Latina e da África no órgão. O Brasil voltou a defender uma reforma abrangente da ONU durante a recente atuação no Brics, cuja declaração final também registrou apoio a mudanças no Conselho de Segurança para ampliar a representação dos países em desenvolvimento.
A agenda de Lula em Nova York começou no domingo (20), quando o presidente embarcou para os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (21), estão previstos encontros bilaterais com autoridades e chefes de Estado. Na terça-feira (22), antes do discurso na Assembleia Geral, Lula deverá se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O retorno do presidente ao Brasil está previsto para o mesmo dia.
Além da reforma das Nações Unidas, Lula deverá abordar o fortalecimento do multilateralismo, a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. A programação brasileira inclui ainda reuniões relacionadas à segurança alimentar, combate à pobreza, cooperação internacional e questões envolvendo a situação da Palestina e a solução de dois Estados.
Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral da ONU como presidente da República. De acordo com a Agência Brasil, ele só deixou de comparecer ao encontro em 2010 durante seus três mandatos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante a semana para participar de reuniões ministeriais de diferentes grupos e organismos internacionais, enquanto outros ministros brasileiros participarão de atividades relacionadas às respectivas áreas de atuação.














