A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta terça-feira (15), em Brasília, foi marcada por fortes discussões entre ministros e terminou sem uma decisão definitiva sobre a investigação envolvendo Alexandre de Moraes e o caso Banco Master. O julgamento analisava a Petição 16.662, relacionada a informações obtidas pela Polícia Federal sobre contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para analisar o caso após decisões anteriores que haviam provocado divergências entre os ministros.
O momento de maior tensão ocorreu durante um confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Moraes acusou o colega de ter atuado para incluí-lo em uma delação premiada e questionou sua atuação no caso. Mendonça rebateu a acusação e afirmou que se tratava de uma mentira. O embate ocorreu durante a discussão sobre a condução da investigação e sobre os procedimentos adotados pela Polícia Federal.
Gilmar Mendes também protagonizou um confronto com Mendonça ao questionar decisões tomadas pelo ministro no caso. Durante a discussão, Gilmar classificou uma manifestação do colega como “leviana” e utilizou a expressão “aprendiz de feiticeiro” ao criticar sua atuação. Flávio Dino também participou dos debates e questionou a condução do processo por Edson Fachin. Dino defendeu que os casos relacionados a Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente.
Além dos confrontos entre os ministros, o plenário discutiu se os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça deveriam ser julgados juntos ou separadamente. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a separação, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela análise conjunta. O placar provisório ficou em 4 votos a 3 pela separação, mas Flávio Dino pediu vista antes da conclusão da votação.
Com o pedido de vista, Edson Fachin suspendeu a sessão no fim da tarde desta terça-feira (15). A interrupção impediu uma decisão definitiva sobre a tramitação do caso envolvendo Moraes. O pedido de vista pode suspender o julgamento por até 90 dias. A sessão que analisará o caso relacionado a André Mendonça estava prevista para 23 de setembro.
O episódio expôs divergências entre integrantes do STF durante a análise de procedimentos relacionados ao caso Banco Master e à atuação da Polícia Federal. Até o encerramento da sessão desta terça-feira, não havia decisão definitiva sobre a continuidade da investigação envolvendo Alexandre de Moraes, enquanto permanecia pendente a definição sobre a forma de tramitação dos casos.














